AS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES ALIMENTARES CAUSADAS PELO GLÚTEN

A alimentação com restrições atualmente é realidade para muitas pessoas, e isso impacta diretamente no dia-a-dia e na qualidade de vida de cada um que sofre com isso. Para entendermos melhor essas alterações, mais especificamente, relacionadas ao consumo do glúten, convidamos a professora Camila Schreiner, da nossa Pós-Graduação em Nutrição Clínica em Patologias, para conversar sobre o assunto.

 

Conforme a professora Camila, muito tem se discutido sobre a origem e os fatores envolvidos no desenvolvimento das reações alimentares, principalmente relacionadas ao glúten, e também suas inter-relações com outras doenças. Por esta razão, nos últimos anos, uma crescente produção de produtos sem glúten tem chegado aos mercados.

 

São três as principais alterações relacionadas ao glúten descritas na literatura científica: a alergia, mais rara, caracterizada por uma reação imunológica, normalmente ao trigo, acompanhada por sintomas nas vias respiratórias ou na pele, como por exemplo, rinite e urticária, podendo chegar até a uma anafilaxia; a doença celíaca, que é uma reação autoimune, associada às alterações nas vilosidades e absorção intestinal; e a sensibilidade ao glúten não-celíaca, às vezes referida como intolerância ao glúten, caracterizada por sintomas intestinais e extra intestinais, em indivíduos que não são afetados pela DC ou alergia ao trigo.

 

Atualmente, sabe-se que essas alterações não se devem apenas à ingestão de proteínas do glúten, mas também a outros componentes relacionados ao trigo e à sua industrialização. Uma dieta isenta de glúten é indicada para todos os casos acima descritos, contudo, uma dieta saudável, com redução de produtos processados e que favoreça uma microbiota intestinal saudável, deve ser sempre prescrita por um profissional devidamente capacitado. Para quem quiser saber mais sobre o assunto, aqui no iPGS há um curso específico de educação continuada que trata sobre Saúde Intestinal, Intolerâncias Alimentares e Foodmaps.